sexta-feira, 29 de julho de 2011

A Ascensão de Hitler ao poder

Hitler, em 1921, funda o Partido Operário Nacional-Socialista, que inicialmente desenvolve-se na Baviera. Cria então a organização paramilitar Secções de Assalto (S.A.). O putsch que tenta em Munique (Novembro de 1923) fracassa e leva à proibição do seu partido; confere-lhe no entanto, notoriedade nacional. Preso durante 9 meses, Hitler dita então a Minha Luta (Mein Kampf), escrito biográfico e político, onde desenvolve as ideias fundamentais do nacional-socialismo. Ao mesmo tempo, o número de deputados nacional-socialistas aumenta no Reichstag (Parlamento Alemão), Hitler apresenta-se à eleição presidencial contra o marechal Hindenburg (1932), mas é vencido. É apoiado, no entanto, por 230 deputados nazis eleitos nesse ano, e Hindenburg decide nomeá-lo chanceler, em Janeiro de 1933.

A «ordem nova»

            Num ano, Hitler impõe a ditadura nacional-socialista. A «ordem nova» instaurada na Alemanha assenta no espírito de desforra contra as potências ocidentais, na vontade de conquistar «espaço vital» necessário aos alemães, considerados como uma «raça superior», e no ódio ao marxismo e aos judeus. Hitler consegue chamar todas as classes da sociedade a um consenso nacionalista e chauvinista e obter a colaboração da grande burguesia industrial e financeira, à qual sacrifica as SA, que procuram tirar vantagens dos benefícios do poder e acabam massacradas na «Noite das Facas Longas» (Junho de 1934). Torna-se presidente do Reich, em 1934, assumindo todos os poderes na qualidade de Fuhrer.
  

Uma política de conquistas

            Hitler impõe às potências ocidentais uma série de actos de força, entre as quais a reocupação da Renânia (1936). Estribado na aliança com a Itália, anexa a Áustria, obriga os dirigentes ocidentais a assinar os acordos de Munique (1939) e invade a Polónia desencadeando assim a Segunda Guerra Mundial. Servido a por um estado-maior de bons estrategos, alcança rápidas vitórias contra a Polónia, a Noruega, a França e os Balcãs, e lança as suas tropas contra a URSS (1941). Controla então a maior parte da Europa, onde se organizam os campos de concentração e de extermínio. 
           

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